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Editorial 003

Apostas nas Loterias da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - Um MITO a ser desvendado!
Texto de: Altamir Antônio Rosa Araldi

 

   Existe uma preocupação entre os apostadores da MEGA SENA, LOTOMANIA e outros jogos do gênero, quanto a questão de saber quais números escolher para compor uma aposta. Muitos apostadores acreditam que existe uma receita infalível que leva ao sucesso  ou seja, ganhar o prêmio (Sena_Quina_Quadra da Mega-Sena; acertar os 00_20_19_18_17_16_ pontos da Lotomania e etc..).  Estes apostadores acreditam que existe um ou uma seqüência de números em que se poderia atribuir  maiores chances de ganhar o prêmio, quando baseado em estatísticas de concursos anteriores. Eles pensam que pelo fato de, por exemplo, a dezena 27 ter ocorrido, suponhamos, 100 (cem) vezes nos 425 concursos já realizados, este número é "melhor do que" as demais noventa e nove dezenas.

     

   Outros apostadores vão mais longe investindo em programas de computador para gerar, na opinião deles, cartões com maior chance de ganhar. Não obstante, estes programas de computador podem, sim, ajudar a otimizar uma aposta quando o número de cartões é demasiadamente grande - eles permitem gerar e até imprimir uma centena de cartões filtrando-se ou impedindo ocorrências desnecessárias de repetições de dezenas (números) em que diminuiria assim (sim) suas chances de ganhar: imagine você tentando fazer ou preencher 1000 (mil) cartões da LOTOMANIA; quantos destes cartões não se repetiriam completamente? 

 

   Afinal, existe uma receita da qual a conjectura (do apostador) acima fosse verdadeira? A resposta, categoricamente, é não - é um MITO! Cada teste (jogo) é um teste, no sentido de que o resultado de um não interfere no resultado do teste seguinte (posterior). Mais precisamente, os resultados são eventos estatisticamente independentes.

Todas as bolinhas (ou dezenas), no globo, têm o mesmo PESO ou DENSIDADE ou VOLUME; todas têm a mesma forma esférica perfeita; todas são feitas do mesmo material; nenhuma é mais áspera ou mais lisa do que a outra. Portanto, nenhuma é viciada ou que tem mais probabilidade de ocorrer (ser sorteada). Ainda, podemos dizer que estes resultados não têm memória, ou seja, estes não guardam informação que possam interferir no resultado do teste subseqüente.*

    A seqüência de números (dezenas), por exemplo, 25, 26 e 27 está apenas na nossa mente. Ela é uma ilusão, quando se trata de dezenas que compõem o cartão de apostas. As bolinhas são enumeradas para facilitar o sorteio apenas. Imagine que, ao invés de números escritos nas bolinhas, estas se diferenciassem apenas por cores ou outros desenhos que não guardassem nenhuma relação de ordem (seqüência, mais precisamente). Tenha certeza de que se, por exemplo, nas bolinhas 25, 26 e 27 (e em todas as demais) os numerais fossem substituídos por cores, digamos, respectivamente, azul, preta e vermelha (e as outras bolinhas  de cores diferentes), você não mais levaria em consideração seqüências para elaborar suas apostas. 

 

 

 

 

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* Ao contrário disso, em Processos Estocáticos (dentro da área de Pesquisa Operacional) estudam-se as chamadas Cadeias de Markov, aonde se exige que os eventos sejam estatisticamente DEPENDENTES  - estudam-se seqüências de variáveis aleatórias. Estes são outros links para você aprofundar seus conhecimento estatísticos sobre o assunto relacionado aos jogos de azar. Veja também "Teoria de Jogos" dentro da Área de Pesquisa operacional.

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